
Nesta terça-feira, 31, o lateral-esquerdo Piquerez, do Palmeiras, passou por cirurgia no tornozelo direito após ter sido diagnosticado com uma ruptura ligamentar. Agora, o uruguaio inicia um processo de reabilitação contra o relógio: o grande objetivo é estar apto a tempo de disputar a Copa do Mundo.
Mas a lesão, sofrida durante uma Data FIFA, abre também uma questão financeira para o Verdão. O clube será ressarcido? A resposta é sim. A Fifa possui um mecanismo de proteção salarial para clubes que perdem jogadores por lesões durante convocações. Trata-se de uma espécie de seguro, que cobre os vencimentos e encargos trabalhistas e tributários do atleta enquanto ele estiver fora dos gramados.
Há, porém, regras específicas. O programa só é acionado quando a lesão afasta o jogador por um período mínimo de 28 dias — um filtro que evita compensações por contusões de menor gravidade. Não há valores variáveis ou bônus: o reembolso é fixo, limitado ao custo salarial do atleta durante o período de inatividade. Em outras palavras, até que Piquerez tenha condições de retornar aos campos, o Palmeiras será compensado financeiramente.
O momento da lesão do jogador do Palmeiras
O incidente aconteceu durante o amistoso entre Uruguai e Inglaterra. Aos 16 minutos de jogo, Piquerez torceu o tornozelo direito em uma dividida com o atacante Madueke. A dor foi visível: o lateral saiu de maca, chorando, e deixou o campo imediatamente.
Após desembarcar no Brasil, novos exames confirmaram o rompimento ligamentar, que exigiu a intervenção cirúrgica realizada nesta terça. Agora, o camisa 22 do Palmeiras foca na recuperação, enquanto o clube aciona os mecanismos para minimizar o impacto financeiro da baixa.
