
Uma jovem de 24 anos, moradora de Santo André, utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (17) para esclarecer o incidente ocorrido no último domingo (15), quando se jogou de um carro de aplicativo em movimento. No novo posicionamento, a passageira afirmou que a situação não passou de um “mal-entendido” e pediu desculpas pela forma como relatou o caso inicialmente.
O Incidente
O episódio aconteceu durante uma corrida solicitada no último final de semana. De acordo com o relato inicial da jovem, ela teria entrado em pânico ao notar que o motorista desviou da rota sugerida pelo GPS. Ao questionar o condutor e não obter resposta imediata, a passageira abriu a porta do veículo e saltou na via pública.
Com a queda, a mulher sofreu escoriações nos braços e pernas, além de quebrar um dente. Ela recebeu auxílio de uma moradora da região e buscou atendimento médico logo em seguida. Na ocasião, a jovem chegou a registrar um boletim de ocorrência e divulgou fotos do motorista e a placa do carro em suas redes sociais, sugerindo uma tentativa de sequestro.
Versão do Motorista e da Plataforma
Em nota enviada na segunda-feira (16), a Uber informou que está acompanhando o caso e já ouviu ambas as partes. O motorista, que possui um histórico positivo e é antigo na plataforma, explicou que o desvio na rota foi pontual, motivado pelo trânsito intenso em uma área de bares.
O condutor negou qualquer intenção ilícita e relatou que não houve diálogo durante o trajeto, sendo pego de surpresa quando a passageira abriu a porta com o carro ainda andando. Ele afirmou que parou o veículo imediatamente para tentar entender o que havia ocorrido.
Retratação e Alerta
Nesta terça-feira, o tom do discurso mudou. A jovem confirmou que o motorista entrou em contato de forma solícita para oferecer ajuda e esclarecer os fatos.
“Peço desculpas pela forma como me expressei inicialmente ao mencionar uma possível tentativa de sequestro”, afirmou a jovem em sua publicação mais recente.
O caso levanta um debate importante sobre a exposição de dados pessoais e imagens nas redes sociais antes da conclusão de investigações oficiais. Especialistas alertam que o “tribunal da internet” pode causar danos irreversíveis à reputação e à segurança de trabalhadores, mesmo quando se comprova que não houve crime.
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