
Nesta quinta-feira, 12, o São Paulo entra em campo contra a Chapecoense, no Canindé, com um novo comando. Roger Machado faz sua estreia como técnico do Tricolor paulista, marcando não apenas uma mudança tática, mas também um novo perfil de gestão financeira no clube.
A comissão técnica comandada por Roger representa um alívio significativo para os cofres do clube. Enquanto a equipe de Hernán Crespo, seu antecessor, custava cerca de R$ 1,5 milhão mensais, o novo staff tem um custo aproximado de R$ 750 mil — exatamente a metade. A redução acontece em um momento em que o clube busca adequação orçamentária sem abrir mão da competitividade.
Desconfiança e oportunidade do São Paulo
A chegada do treinador, porém, não foi recebida com euforia pela torcida. Roger Machado vinha de um trabalho sem grande destaque e enfrenta ceticismo por parte dos são-paulinos. Internamente, no entanto, o comandante enxerga a chance como a mais importante de sua carreira até aqui. Seu vínculo vai até o fim da temporada atual.
Diferenças em relação a Crespo
Em sua apresentação, Roger foi questionado sobre as diferenças entre seu estilo e o de Crespo. A resposta veio com ênfase no aspecto tático e na forma de pressionar o adversário:
“Taticamente e estruturalmente, tenho concepções diferentes do Crespo. Ele muitas vezes prefere jogar com três zagueiros e eu majoritariamente com dois. Vou fazer e propor atividades de pressão na bola, além de ir ao ataque com compactação e jogar num equilíbrio entre defender e atacar.”
A estreia será um primeiro termômetro para o novo técnico, que busca rapidamente imprimir sua identidade e devolver o equilíbrio ao time dentro de campo — com um custo bem mais enxuto fora dele.
