
Cássio Henrique da Silva Zampieri, de 25 anos, acusado de matar a ex-namorada Cibelle Monteiro Alves, de 22 anos, no Golden Square Shopping, passou a noite no 3º Distrito Policial de São Bernardo do Campo após o cumprimento do mandado de prisão preventiva.
A ordem judicial foi formalizada no 2º Distrito Policial depois da alta médica no Hospital Estadual Mário Covas, onde ele estava internado sob escolta após ter sido baleado no dia do crime. Em seguida, foi conduzido ao 3º DP, onde permaneceu custodiado durante a noite.
Na manhã desta terça-feira (3), ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exame cautelar, procedimento obrigatório sempre que há entrada ou saída do sistema prisional.
Segundo informações, ele deve passar por audiência de custódia ainda hoje. Após essa etapa, poderá ser encaminhado para uma unidade do Centro de Detenção Provisória (CDP), conforme determinação judicial.
Entenda o caso
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), o mandado de prisão preventiva foi cumprido no 2° Distrito Policial logo após a liberação médica. Cássio agora aguarda a audiência de custódia que dará seguimento ao processo pelo crime de feminicídio.
O crime ocorreu no local de trabalho da vítima, uma unidade da joalheria Vivara. Cássio invadiu o estabelecimento armado com uma faca e um simulacro de arma de fogo (airsoft). De acordo com as investigações, ele não aceitava o término do relacionamento, ocorrido em abril de 2025.
Pontos centrais do caso:
Histórico de Violência: Cibele já havia registrado boletins de ocorrência contra o agressor e possuía uma medida protetiva ativa.
Ataque: A jovem foi atingida por diversas facadas na região do pescoço após o suspeito anunciar o crime.
Intervenção Policial: Equipes das polícias Civil e Militar tentaram negociar, mas Cássio apontou o simulacro contra os agentes, que reagiram e o balearam.
Confissão: Após o ato, o agressor teria enviado áudios a amigos relatando o crime: “Matei a Cibele”.
Investigação em Curso
O caso foi registrado como feminicídio e segue sob os cuidados do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Bernardo. Além do ataque físico, a polícia analisa provas de perseguição digital, incluindo ameaças feitas via transferências de Pix e o vazamento de fotos íntimas da vítima antes do assassinato.
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