
A manhã desta quinta-feira (26/02) no Congresso Nacional foi marcada por cenas de tensão e descontrole durante a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O colegiado aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República. A decisão desencadeou um intenso bate-boca e um “empurra-empurra” entre congressistas, forçando a suspensão temporária dos trabalhos.
O foco da investigação
A medida foi viabilizada após o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, apresentar o requerimento. Lulinha passou a ser alvo da CPMI devido a suspeitas de envolvimento em um esquema bilionário de fraudes e descontos indevidos aplicados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ao todo, a reunião desta quinta-feira resultou na aprovação de mais de 80 requerimentos, agilizando o avanço das investigações sobre a rede de desvios na previdência.
Reação e posicionamento oficial
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, lamentou o tumulto, mas classificou o resultado da sessão como positivo. Em entrevista à imprensa após o incidente, Viana buscou minimizar a narrativa de embate direto com o Palácio do Planalto.
“O governo não era contrário a colocar em votação todos os requerimentos que foram aprovados. Quem ganhou foi o povo brasileiro para que a investigação avance”, afirmou o senador.
Viana reforçou que o foco da comissão permanece técnico e voltado para a proteção dos segurados. “É uma vitória dos aposentados. Só vamos colocar em pauta nomes que estejam efetivamente ligados à investigação”, concluiu.
Apesar da confusão, a comissão deve retomar o cronograma de oitivas e análise de documentos nos próximos dias, agora com acesso aos dados financeiros dos principais suspeitos.
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