
A eliminação do Bahia na Libertadores, na noite desta quarta-feira, 25, foi marcada por um episódio lamentável fora de campo. Um torcedor chileno de 27 anos foi detido no intervalo da partida contra o O’Higgins, na Arena Fonte Nova, após ser flagrado imitando um macaco. O gesto, direcionado a atletas brasileiros, configurou crime de racismo.
O homem foi encaminhado à 1ª Delegacia Territorial dos Barris, em Salvador, onde foi autuado em flagrante. A Polícia Civil informou que ele passou por exames de praxe e permanece à disposição da Justiça.
*”A 1ª Delegacia Territorial dos Barris autuou um homem de 27 anos em flagrante por crime de racismo praticado durante a partida entre o Esporte Clube Bahia e O’Higgins, na noite da última quarta-feira (25). No intervalo da partida, o suspeito, que é chileno, foi flagrado por câmeras de videomonitoramento, fazendo gestos de macaco direcionados aos atletas brasileiros”*, detalhou a corporação em nota.
Racismo no Brasil tem consequências legais
Casos de torcedores imitando macacos para provocar brasileiros têm se repetido em competições sul-americanas, especialmente em jogos no exterior. No entanto, quando ocorrem em território brasileiro, a resposta da Justiça tende a ser mais rigorosa. Diferentemente de outros países da região, o Brasil possui legislação específica e mais dura para crimes de racismo, o que aumenta a possibilidade de punição criminal aos envolvidos.
Tristeza dupla para o Bahia
Dentro de campo, o time baiano também viveu uma noite para esquecer. Depois de abrir 2 a 0 no placar, o Bahia sofreu um gol no fim e viu o O’Higgins levar a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, os chilenos levaram a melhor por 4 a 3. O último a desperdiçar foi o meia Everton Ribeiro, selando a eliminação precoce do clube brasileiro na competição continental.
