
As investigações sobre o feminicídio de Cibelle Monteiro Alves, ocorrido nesta quarta-feira (25) no Golden Square Shopping, ganham contornos ainda mais sombrios. Amigos próximos à vítima revelaram que o agressor, Cássio Henrique da Silva Zampieri, vinha escalando o nível de crueldade, chegando a atingir o que ela mais amava: seu animal de estimação.
A morte do gato como “aviso”?
Segundo depoimentos, Cibelle encontrou seu gato de estimação agonizando ao chegar do trabalho. O crime ambiental e psicológico ocorreu em um momento de falsa calmaria, quando o agressor havia cessado o contato direto por alguns dias.
“Ela tinha suspeitas de que foi ele, pois ele sabia o quanto ela amava o gato. Ele estava sempre rondando a casa dela”, relatou uma amiga em entrevista.
A suspeita da intenção maligna teria vindo logo após o óbito do animal. Cássio retomou o contato com mensagens agressivas, chegando a dizer que Cibelle “não merecia nem o gato”. Para aqueles que acompanhavam a rotina da jovem, o ato foi uma demonstração clara de psicopatia e um prenúncio da tragédia final.
Um histórico de perseguição e crimes digitais
Cibelle não foi vítima de um ataque isolado, mas de uma campanha de destruição de sua vida pessoal e profissional. O histórico de terror imposto por Cássio incluía:
– Vingança: O agressor vazou fotos íntimas de Cibelle para seus colegas de trabalho com o objetivo explícito de causar sua demissão e humilhação pública.
– Perseguição Digital: Uso sistemático de números falsos para contornar bloqueios e manter a vítima sob constante estado de alerta.
Descumprimento de Medidas: Mesmo com medida protetiva, o agressor mantinha vigilância física, rondando a residência da vítima.
Falta de amparo efetivo
Cibelle tentou todos os recursos legais para se proteger. O envenenamento do animal e o vazamento de fotos eram sinais vermelhos de uma violência que não conhecia limites geográficos ou morais. O desfecho trágico dentro de um shopping center levanta questões urgentes sobre a eficácia do monitoramento de agressores que apresentam sinais claros de distúrbio e obsessão.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que analisa as mensagens e o histórico de ameaças para fundamentar o inquérito de feminicídio.
