
Em entrevista exclusiva ao ABCD Jornal e TV São Bernardo, o delegado Reinaldo Filho, titular do 2º Distrito Policial de Diadema, detalhou a operação que resultou na prisão de Bruno de Oliveira Zeni, de 30 anos acusado de tirar a vida a ex-companheira Mariane Lima Alves, de 27 anos, e balear a ex-sogra Mariza Nascimento Lima Alves, de 58 anos . O feminicídio, que chocou a região, foi elucidado em menos de 48 horas.
Segundo o delegado, a prioridade da Polícia Civil foi garantir a custódia do agressor e a apreensão da arma do crime. “Foi um sucesso, infelizmente dentro de uma tragédia, mas foi dada uma resposta à família e à sociedade”, afirmou Reinaldo Filho.
Dinâmica dos Crimes e Enquadramento Jurídico
O delegado explicou que o suspeito, identificado como Bruno, já está sob prisão temporária (30 dias) e que o inquérito caminha para a solicitação de prisão preventiva. De acordo com Reinaldo Filho, o acusado responderá por:
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Feminicídio Consumado: Pelo disparo no abdômen que vitimou a ex-companheira.
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Feminicídio Tentado: Pelo disparo que atingiu o rosto da ex-sogra. O delegado enfatizou a gravidade do ato: “Por poucos centímetros, não seria fatal também esse tiro”.
Investigação sobre Auxílio na Fuga
Um dos pontos centrais da entrevista foi a movimentação do suspeito após o crime. Reinaldo Filho revelou que Bruno circulou entre Diadema e São Bernardo do Campo, contando com o apoio de um círculo de amigos.
O delegado informou que o carro utilizado foi abandonado no bairro Paulicéia com a ajuda de um conhecido. “A princípio, esses amigos alegam que não tinham conhecimento da tragédia e que ele estava desorientado. Mas, quando perceberam que o cerco da polícia havia se fechado, tentaram convencê-lo a se entregar”, relatou a autoridade. O delegado alertou que, caso fique provado que houve intenção de ajudar na fuga, essas pessoas também serão responsabilizadas criminalmente.
Próximos Passos
Embora o suspeito tenha optado pelo silêncio constitucional no momento da prisão, o delegado Reinaldo Filho confirmou que um novo interrogatório foi agendado para esta segunda-feira (23/02). “É o momento em que ele apresentará a versão dele”, concluiu o delegado, reiterando que o objetivo final é levar o caso ao Tribunal do Júri.
Entenda o caso
Uma discussão familiar terminou no feminicídio na noite da última terça-feira (17), no Núcleo Habitacional Nova Conquista, em Diadema. Mariane Lima Alves, de 27 anos, teve a vida tirada pelo ex-companheiro, Bruno de Oliveira Zeni, de 30 anos, que também baleou a mãe da vítima durante o ataque.
O Feminicídio
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado no 03º D.P. de Diadema, Bruno chegou à residência das vítimas por volta das 23h44, visivelmente embriagado. Ele exigia levar o filho do casal, uma criança de apenas 2 anos, que já estava dormindo.
Após ter o pedido negado pelo pai de Mariane, Maurício de Souza Alves, devido ao horário avançado e ao estado de embriaguez, o agressor forçou a entrada no imóvel levantando o portão da garagem. Armado com uma pistola 9mm, Bruno efetuou disparos contra a motocicleta da família antes de mirar nas mulheres que saíram para intervir na discussão.
Vítimas e Socorro
Mariane foi atingida na região abdominal e não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito no Hospital Municipal de Diadema. Sua mãe, Mariza Nascimento Lima Alves, de 58 anos, foi atingida no lado esquerdo do rosto e teve alta hopitalar. Ela pode participar do spultamento da filha nesta quinta-feira (19/02), no Cemitério da Vila Euclides, em São Bernardo, onde houve muita comoção.
O pai da vítima, que presenciou a cena, relatou à polícia que Bruno e Mariane mantiveram uma união estável por cerca de dez anos e tinham dois filhos. Ele também confirmou ter conhecimento de que o agressor possuía registro de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador).
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