
O Santos deu início a um processo de enxugamento da folha salarial ao encaminhar a rescisão contratual de dois jogadores que não fazem parte dos planos do técnico Vojvoda. O zagueiro João Basso e o volante Tomás Rincón foram informados de que não serão aproveitados na sequência da temporada e agora negociam os termos para deixar o clube. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Diário do Peixe.
A expectativa do Peixe é reduzir os gastos mensais em mais de R$ 800 mil com as saídas, mas os desfechos ainda dependem do aval dos atletas, que têm contrato até o fim do ano. A reformulação do elenco é tratada internamente como prioridade para equilibrar as contas e abrir espaço para novas peças — algo que, por enquanto, esbarra no transfer ban aplicado pela FIFA.
Basso deixa clube em meio a imbróglio judicial
João Basso chegou ao Santos em 2023, contratado junto ao Arouca, de Portugal, por valores que até hoje geram pendências. O zagueiro foi peça importante na campanha do título da Série B, com 36 partidas disputadas, mas perdeu espaço na temporada seguinte. Agora fora dos planos, sua saída ocorre em meio à crise institucional provocada justamente pela dívida com o clube português — a mesma que resultou no transfer ban anunciado pela FIFA na última quinta-feira.
O vínculo do defensor se encerraria no fim de 2026, mas a tendência é que seja rompido antes.
Rincón repete trajetória de saída discreta no Santos
Já Tomás Rincón vive situação semelhante. Contratado também em 2023, o volante venezuelano chegou com status de liderança e chegou a usar a braçadeira de capitão nos momentos mais delicados do rebaixamento no Brasileirão. Durante a campanha na Série B, aceitou reduzir os próprios vencimentos para ajudar o clube a atravessar a crise financeira.
Apesar do comportamento exemplar fora de campo, Rincón acumulou 72 jogos, dois gols e uma assistência, mas não convenceu a comissão técnica atual a mantê-lo no elenco. Seu contrato também iria até o fim da temporada.
Com as saídas, o Santos dá os primeiros passos para reorganizar o orçamento — ainda que os reflexos imediatos no planejamento esbarrem nas punições da Fifa e na necessidade de renegociar dívidas do passado.
