
O ex-goleiro Bruno, condenado em 2013 pela morte de Eliza Samúdio, voltou a falar sobre o crime em uma entrevista ao GeralPod. Durante a conversa, ele negou ter sido o mandante do assassinato e disse que assumiu a responsabilidade por imposição de terceiros. O crime aconteceu em 2010 e chocou o país, especialmente por envolver uma figura conhecida do futebol nacional.
Bruno admitiu ter errado, mas afirmou que foi forçado a “segurar o BO” — expressão usada por ele para justificar o fato de ter arcado com as consequências do caso. Ele disse carregar um peso enorme e que a única forma de aliviar essa culpa seria conversar com o filho, Bruninho, fruto do relacionamento com Eliza.
“Não sei. Não sei. Não sei nem o que foi feito, o que aconteceu. Eu simplesmente, meu amigo, eu segurei o BO e fui obrigado a segurar. É triste. Eu deixei toda a minha vida escapar pelas minhas mãos: minha carreira, minha liberdade, de repente minha dignidade. E isso é pesado demais. É um peso e a única forma de dar uma aliviada nesse peso é um dia conversar com ele”, declarou.
O ex-jogador também afirmou se arrepender profundamente de ter sido omisso na situação. “Meu maior arrependimento foi ter sido omisso na situação, me arrependo muito. Eu reconheço, aceito esse erro e agora é mudar. Não tenho como mudar meu passado e posso escrever uma nova história e tenho tentado”, completou.
Planos para a vida política de Bruno
Em liberdade condicional, Bruno revelou que pretende ingressar na política após o fim da pena, previsto para 2031. A informação foi publicada pela colunista Edilene Lopes, do portal Itatiaia. Segundo ele, a primeira candidatura deve ocorrer em 2032, para o cargo de vereador em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.
O ex-goleiro afirmou que já recebeu convites de partidos e adiantou o espectro ideológico que pretende seguir. “Não tem como não ser de direita”, declarou. Apesar do passado conturbado, ele demonstra confiança em construir uma nova trajetória fora dos gramados.
