
O Palmeiras anunciou na noite desta segunda-feira (2) a rescisão contratual com o grupo Fictor, patrocinador master do clube. A decisão ocorre após a empresa ter solicitado recuperação judicial, com dívidas totais reportadas em torno de R$ 4,2 bilhões, incluindo aproximadamente R$ 2,6 milhões devidos ao clube.
A parceria, que cobria o time profissional e as categorias de base, vinha sendo alvo de críticas de parte da torcida, que questionou a negociação com uma empresa que já dava sinais de instabilidade financeira. Segundo apuração do jornalista Danilo Lavieri, do UOL, a presidente Leila Pereira havia sido alertada sobre os problemas do grupo antes da assinatura do contrato. Internamente, o acordo não foi unânime e gerou desconforto.
Apesar dos alertas, o clube firmou o patrocínio, que valia cerca de R$ 25 milhões fixos por ano, além de bônus e metas que poderiam adicionar mais R$ 5 milhões. A marca da Fictor estampava a camisa do time principal e dava nome a uma competição de base organizada pelo Palmeiras.
Palmeiras se preparava para possível inadimplência
Ciente dos riscos, a diretoria palmeirense, assessorada pelo departamento jurídico, estruturou cláusulas de proteção para o caso de descumprimento do contrato, incluindo uma multa cujo valor não foi divulgado. No entanto, com a recuperação judicial do patrocinador, a cobrança desse valor pode sofrer um deságio significativo ou ser parcelada, minimizando o retorno financeiro para o clube.
Com a rescisão, o Palmeiras já joga sem a marca na camisa e inicia imediatamente a busca por um novo patrocinador master, visando recompor a lacuna deixada na receita e no uniforme.
