
A gestão do bem-estar animal em Ribeirão Pires ganhou destaque nacional em reportagem exibida recentemente pelo SBT. A equipe de jornalismo visitou o município para acompanhar de perto o trabalho de proteção, fiscalização e assistência médica oferecido aos animais que vivem em áreas públicas, colocando a cidade como um exemplo de política pública eficiente no setor.
O “Efeito Orelha” e a Resposta do Município
A reportagem utilizou como ponto de partida o caso do cachorro Orelha, que gerou comoção em todo o país após ser vítima de violência extrema. O episódio serviu para ilustrar o contraste positivo encontrado em Ribeirão Pires, onde animais em situação de rua ou comunitários não estão desamparados.
Diferente do abandono visto em outras regiões, os cães da Estância contam com:
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Suporte Médico: Acompanhamento veterinário constante.
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Resgates Estratégicos: Equipes preparadas para retirar animais de situações de risco.
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Monitoramento: Identificação e cuidado direto por parte do poder público.
Cicatrizes do Passado: De Estopinha ao Acolhimento
A cidade carrega em sua história marcas profundas da luta contra a crueldade. Durante a matéria, foi relembrado o caso do cão Estopinha, símbolo da causa animal em Ribeirão Pires. Estopinha foi brutalmente agredido com um pedaço de madeira, o que resultou na perda de um olho e sequelas motoras graves.
Embora o animal tenha sido adotado e recebido todo o carinho em seus últimos dias antes de falecer, sua trajetória impulsionou o endurecimento das leis municipais e a criação de uma rede de conscientização mais rigorosa entre os moradores.
Trabalho Permanente e Conscientização
O trabalho destacado pela equipe do SBT não se resume ao atendimento clínico. A Prefeitura mantém um cronograma permanente que une a fiscalização contra maus-tratos e programas educativos.
“Nosso objetivo é garantir que o animal não seja apenas alimentado, mas que tenha dignidade e saúde, mesmo vivendo em espaços públicos”, afirmou a administração municipal durante a visita da emissora.
A integração entre o resgate imediato e a educação da população tem sido a chave para reduzir os índices de violência e garantir que cenas como as de Orelha e Estopinha não voltem a se repetir.
