
A manhã deste domingo (1º/02) foi marcada por protestos e pedidos de justiça no coração da capital paulista. Dezenas de defensores da causa animal e ativistas se reuniram no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, para manifestar indignação contra a morte brutal do cão Orelha, vítima de espancament0 em Santa Catarina. Moradores do ABCD também estiveram presentes, entre eles o vereador de São Bernardo Pery Cartola.
Com cartazes, faixas e gritos de ordem, o grupo cobrou agilidade no processo judicial e a punição dos responsáveis pelo ocorrido. O caso, que gerou comoção nacional, aconteceu na Praia Brava, uma das áreas mais nobres de Florianópolis, evidenciando que a violência contra animais atravessa todas as esferas sociais.
O Caso Orelha
O animal foi resgatado após ser severamente espancad0, apresentando múltiplos ferimentos graves. Devido à extensão dos danos e ao sofrimento irreversível, os veterinários foram obrigados a submetê-lo à eutanásia.
Os principais investigados pelo são quatro adolescentes de classe média alta. O caso ganhou contornos ainda mais polêmicos quando dois dos jovens deixaram o país em uma viagem familiar para os Estados Unidos logo após o ocorrido. No entanto, diante do avanço das investigações e da pressão pública, os suspeitos retornaram ao Brasil na última quinta-feira (29).
Mobilização Social
Para os manifestantes presentes na Paulista, o caso Orelha tornou-se um símbolo da luta contra a impunidade em crimes de maus-tratos.
A Polícia Civil de Santa Catarina segue com o inquérito para apurar a responsabilidade individual de cada envolvido. Pela lei brasileira, o cr1me de maus-tratos a animais pode levar a penas de reclusão, embora o estatuto aplicado a menores de idade siga as diretrizes do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
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