
O ex-prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão, foi preso na última quinta-feira (29/01) em virtude do não pagamento de pensão alimentícia para um filho menor de idade. A dívida acumulada chega a R$ 224,5 mil. O mandado de prisão havia sido expedido em 28 de novembro de 2025 pelo juiz Davi Mancebo Coutinho Fernandes, da 6ª Vara da Família e Sucessões de Santo Amaro.
A Detenção
A prisão ocorreu após policiais militares serem acionados via denúncia anônima para intervir em uma briga de casal em frente a uma hamburgueria na Avenida Interlagos, Zona Sul da capital. Durante a abordagem e consulta aos sistemas, os agentes constataram que Maranhão era procurado pela Justiça.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 98º DP (Jardim Miriam), o ex-político passou por exame de corpo de delito no IML e foi encaminhado a um Centro de Detenção Provisória (CDP), onde deverá cumprir 60 dias de prisão em regime fechado. Por questões de segurança, a unidade prisional específica não foi revelada.
Condições de Reclusão
A determinação judicial impõe condições específicas para a custódia do ex-gestor:
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Isolamento: Maranhão, que também já presidiu o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, deve permanecer separado dos demais detentos.
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Saúde: A Justiça ordenou tratamento adequado, uma vez que o ex-prefeito informou fazer uso contínuo de medicamentos ansiolíticos e para bronquite.
Histórico de Controvérsias
Engenheiro de formação, Gabriel Maranhão governou Rio Grande da Serra entre 2009 e 2016. Nos últimos anos, sua trajetória foi marcada por episódios conturbados:
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2021: Foi baleado durante uma tentativa de sequestro em Suzano, enquanto dirigia um veículo de luxo.
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2023: Envolveu-se em uma briga de rua após ser acusado de crime ambiental pelo então vereador Marcelo Akira, o Akira do Povo.
A defesa de Gabriel Maranhão não foi localizada para se manifestar sobre a prisão até o fechamento desta matéria.
