
A discussão sobre o suposto pênalti não marcado para o Flamengo contra o São Paulo ganhou um novo capítulo com a divulgação pela CBF do áudio da análise do VAR. No diálogo, o árbitro Wilton Pereira Sampaio, atuando como assistente de vídeo, explica a decisão de não recomendar a revisão do lance envolvendo o meia Arrascaeta.
No áudio, Sampaio afirma que os jogadores reclamavam de um “calço”, mas que, em sua avaliação, o contato do zagueiro Alan Franco não foi suficiente para configurar pênalti. “Ele não muda a passada. O Arrascaeta, quando chutar, põe a perna para trás, bate na perna do jogador do São Paulo e mesmo assim, consegue concluir a jogada”, justificou o árbitro ao final da partida, repetindo o argumento para os atletas flamenguistas.
Veja o que escreveu Arrascaeta
A publicação do material, no entanto, não apagou a insatisfação. Arrascaeta havia se manifestado anteriormente nas redes sociais, rebatendo a análise do influenciador especializado em arbitragem Paulo Caravina, que defendeu a não marcação da penalidade. O meia escreveu: “Analisa o chute e me diz se não atrapalhou a maneira de finalizar. Até a força na bola vai diferente. Não entendo como não vai atrapalhar. Faz a prova e toma um toque no pé na hora de bater na bola”.
Caravina sustentou que “desestabilizar no futebol é legal, desde que não impeça”, posição que contrasta com a percepção do jogador, para quem o contato, mesmo breve, impactou diretamente sua finalização.
A polêmica permanece, evidenciando a subjetividade na interpretação de lances de contato dentro da área e a dificuldade de se estabelecer um consenso mesmo com o recurso ao vídeo.
