
O São Paulo anunciou oficialmente nesta terça-feira, 27, a venda do meia Rodriguinho ao RB Bragantino. A transação, estimada em 3 milhões de dólares (cerca de R$ 15,75 milhões), representa a conclusão de um impasse contratual, uma vez que o jogador, revelado na base do clube, havia recusado propostas de renovação com o Tricolor.
O atleta, promovido ao profissional em 2022 por Rogério Ceni, não conseguiu se consolidar como titular ao longo de sua passagem. Em sua trajetória pelo clube, Rodriguinho disputou 53 partidas, marcou dois gols e registrou três assistências.
Estrutura do negócio e retenção de direitos
O acordo com o Bragantino foi estruturado em duas parcelas. O clube paulista receberá inicialmente US$ 2,5 milhões (aproximadamente R$ 13,1 milhões), com o valor restante agendado para janeiro de 2027.
Um aspecto estratégico da negociação foi a manutenção, pelo São Paulo, de 20% dos direitos econômicos do jogador. A cláusula visa garantir ao Tricolor uma futura participação financeira caso Rodriguinho seja negociado novamente, especialmente para um clube da rede Red Bull na Europa ou para outro mercado internacional.
Expectativas e contexto da transferência de Rodriguinho
Internamente, o valor final da operação foi recebido com certa frustração. Havia expectativas de que o meia, que havia sido sondado com insistência pelo Bayer Leverkusen e por clubes da MLS, pudesse atingir uma cifra na casa dos 20 milhões de euros (cerca de R$ 125 milhões).
Para Rodriguinho, a transferência representa uma oportunidade de recomeço em um ambiente com menor pressão imediata. Sua falta de consenso entre as comissões técnicas no São Paulo, frequentemente associada a questões físicas e de regularidade, motivou a busca por um novo projeto esportivo.
