
O planejamento do Flamengo para o Campeonato Carioca de 2026 saiu completamente dos trilhos. Com uma equipe formada majoritariamente por jogadores do Sub-20, o time acumula um desempenho preocupante: duas derrotas e apenas um empate nos três primeiros jogos, ocupando a penúltima colocação do seu grupo.
Diante do risco real de ficar de fora das quartas de final e, pior, ter de disputar o quadrangular contra o rebaixamento, a diretoria rubro-negra se vê obrigada a recalcular sua estratégia.
Tabela apertada e o dilema das escolhas
A nova fórmula do Carioca, com apenas seis jogos na primeira fase, deixa pouca margem para erro. O Flamengo tem apenas três partidas restantes, e duas delas são clássicos de alto risco: contra Fluminense e Vasco.
Situação do Grupo B, com o Flamengo
- Nova Iguaçu – 3 pts (1 jogo)
- Botafogo – 3 pts (1 jogo)
- Madureira – 3 pts (2 jogos)
- Boavista – 3 pts (2 jogos)
- Flamengo – 1 pt (3 jogos)
- Maricá – 0 pt (1 jogo)
A ideia inicial de poupar os titulares em toda a fase de grupos para que assumissem apenas no mata-mata agora parece ingênua. A tendência é que o clube recue e utilize o time principal nos clássicos decisivos para garantir a classificação.
A decisão final dependerá dos resultados da rodada atual. Se os concorrentes diretos vencerem e ampliarem a vantagem, o Flamengo deve entrar com força máxima nas duas últimas partidas. Caso a distância se mantenha, pode optar por escalar os titulares apenas no jogo contra o Fluminense.
O novo formato do Carioca
A Federação de Futebol do Estado do Rio (FERJ) implantou um formato inédito: duas chaves de seis times, onde cada clube enfrenta os seis times da chave oposta. Os quatro melhores de cada grupo avançam às quartas, que serão disputadas em jogo único.
O modelo, aprovado pelos clubes, oferece uma margem generosa de classificação (4 em 6), mas o péssimo início do Flamengo transformou essa “vantagem” em um alerta vermelho. A pressão por resultados imediatos pode antecipar a estreia da equipe titular na temporada.
