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Câmara instaura 2ª CPI do Semasa e autor fica fora das investigações

 PSDB não foi sorteado para integrar Comissão Parlamentar de Inquérito e professor Minhoca se diz frustrado

  • Câmara de Santo André tem duas CPIs para investigar Semasa.
    Foto: Gislayne Jacinto
  • Por: Gislayne Jacinto
  • Publicado em: 16/05/2019
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 PSDB não foi sorteado para integrar Comissão Parlamentar de Inquérito e professor Minhoca se diz frustrado

 

CPI do Semasa

Câmara de Santo André tem duas CPIs para investigar Semasa. Foto: Gislayne Jacinto

 

A Câmara de Santo André instaurou nesta quinta-feira (16/05) a 2ª CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar contratos e convênios do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental), além da dívida de R$ 3,4 bilhões que a autarquia tem com a Sabesp (Companhia Estadual de Abastecimento do Estado de São Paulo). Para a frustração do autor do requerimento, o vereador tucano Professor Minhoca, o PSDB não foi sorteado para integrar os trabalhados de investigação. “Precisamos mudar o Regimento Interno, pois é um absurdo eu propor uma CPI e não poder fazer parte dela”, lamentou Minhoca.

Os partidos sorteados são PRB (Bispo Ronaldo), PMB (Tonho Lagoa), PDT (Zezão), PT (Alemão Duarte) e PMN (Toninho de Jesus).

Essa 2ª CPI vai apurar as gestões do Semasa desde 1989, na primeira gestão do então prefeito Celso Daniel (PT), morto em janeiro de 2002.

Na terça-feira (14/05), a bancada do PT já tinha emplacado uma CPI que fará a apuração dos contratos firmados entre Semana e Sabesp, bem como a carta de intenções anunciada em março pelo prefeito Paulo Serra (PSDB), durante negociação da Prefeitura com a estatual para trocar a dívida do Semasa por uma concessão de 40 anos dos serviços de água e gesto da cidade. O projeto tramita na Câmara.

O sorteio dos membros da CPI do PT também já foi feito e foram indicados: Luiz Alberto (PT); Tonho Lagoa (PMB); Rodolfo Donetti (Cidadania); e Professor Minhoca (PSDB). O PTB indicou Marcos Pinchiari.

O líder do prefeito na Câmara, vereador Fabio Lopes, disse que nos próximos 15 dias não haverá trabalhos das duas CPIs porque foram para análise do departamento jurídico da Casa. “Ocorre que vereadores que assinaram os dos requerimentos não estavam presentes nas sessões e isso precisa ser averiguado”, finalizou.